Mulheres Second Life

A pedido da  Afrodite Ewry  este texto que nasceu no blogue da Aradhana,  publica-se aqui… 

 

A Aradhana não é um ser muito sociável ou seja, não é um ser que ultrapasse os limites dos outros, tal como não permite que ultrapassem os seus.

 

Há muito quem defenda que sendo um avatar um “boneco”, e o SL um terreno virtual, todas as regras podem ser quebradas ou, talvez mesmo, não devessem existir.

 

Mas em tudo há regras. Até no monopólio, o jogo que tão efusivamente brincava na adolescência com o Pai, os priminhos e amigos, ela aprendeu que tinha que respeitar as regras de cada jogo.

 

E, se o SL não é um jogo de crianças, antes pelo contrário, as regras têm que ser bastante elucidadas e compreendidas, ou seja, o direito ao respeito que cada um merece, deve estar de forma bem patente, na interligação de todos.

 

E, se há brincadeiras bem-humoradas, que até juntam socialmente os intervenientes, outras há, que de uma forma brutal, os afasta.

 

A pessoa que está por detrás da Aradhana, (porque todos os avatares têm uma Pessoa por detrás deles) sentiu-se, várias vezes, no decorrer deste tempo, incomodada com algumas atitudes. Não generalizou. Não desistiu. Não perdeu a coragem.

 

E ao não desistir, fê-lo por ser conhecedora, de que neste jogo, existem pessoas de muito valor que ela foi aprendendo a conhecer e, acima de tudo, a respeitar.

 

São esses avatares que a Aradhana pretende aqui dar a conhecer.

 

Pessoas que se preocuparam que, a personagem que dá vida à Aradhana, continuasse tal como é, baseada no respeito pelos outros e segundo as regras que a regem.

 

Três Mulheres que foram muito importantes para o conhecimento de muitos factores e interligação dentro do Second Life, bem como demonstrativas de que, se há quem veja o SL somente como um jogo, onde todas as regras podem ser quebradas, há quem consiga ter atitudes altamente positivas, transmissoras, para fora do ecrã, de projectos válidos e objectivos.

Afrodite Ewry

Afrodite Ewry

Afrodite Ewry é uma jovem cuja sensibilidade e paciência, aliados a um dinamismo e resistência que a tornam, debaixo daquela aparência frágil do Avatar, uma pessoa com uma resistência fabulosa. Ela é a alma de muitos espectáculos a que assisti e o seu dinamismo e disponibilidade, foram fora de série.

 

A sua capacidade de resistência, mesmo dentro do CCV na orientação de muitas actividades lúdicas, é espantosa e foi um pilar para a continuidade da Aradhana, dentro do Second Life.

Obrigada por tudo, Afro!

Lizie Bashly

Lizie Bashly

Lizie Bashly foi a segunda Mulher que como avatar chamou a minha atenção pela sua forte personalidade, coerência de atitudes, ideias e, igualmente, de trabalho.

 

É a minha decoradora de eleição, organizadora de uma bela exposição de tapeçarias no jardim da minha primeira casa no Douro, associada do Rannoch Later um escocês obcecado por trabalho, autor de belíssimas peças algumas das quais feitas propositadamente para minha casa.

 

O seu dinamismo e personalidade mostraram-me, igualmente, o “outro lado” do Second Life.

Marina Xi

Marina Xi

Por último: Marina Xi uma dinâmica empresária que me acolheu de braços abertos e pacientemente me aturou, na difícil tarefa que foi escolher terreno e casa, segundo os meus próprios gostos. 

 

Sensível, atenta, acima de tudo profissional, capaz de enquadrar uma casa no terreno enquanto o diabo esfrega um olho, sem perder o seu ar feminino e a fragilidade que caracteriza o seu avatar.  

 

Não muito dada a conversas, mas sempre presente quando dela tenho necessitado, mostrando uma total disponibilidade e paciência, é a proprietária da ilha onde resido, por conseguinte a minha senhoria.

 

A forma inteligente e dinâmica como rege o negócio de terrenos que tem, prova mais uma vez a eficácia das Mulheres a todos os níveis.

 

Esta é a minha análise de três Mulheres Portuguesas que por detrás dos Avatares sensíveis e sensuais que possuem, mostram a capacidade de organização, de evolução e de respeito próprio, que cada uma delas possui, mostrando que o Second Life em Portugal, pode ter, efectivamente, um caminho para percorrer e que as Mulheres estão nesse mesmo caminho.

 

Obrigada, Afro, Lizie e Marina por me terem dado a oportunidade de me cruzar convosco.

 

 

16 Responses to “Mulheres Second Life”

  1. phoebiseid Says:

    Olha,

    e atã na é que eu também gosto de vocês quatro pelos mesmos motivos ( mais o cão da Lizie….ok….ok….).

    Beijus

    Pho

  2. ElectroescadaS Says:

    Se não fossem as mulheres…:mrgreen:

  3. Imso Says:

    Desde sempre defendo que o Second Life é uma plataforma de comunicação, um metaverso, e não um jogo Aradhana. É bom que as pessoas se convençam disso…pode ser abordado em diversas perspectivas, mas é sempre um universo em que as personalidades de quem está por trás dos avatares vêem ao de cimo. É uma vida, um mundo, e como tal tem todas as virtudes e defeitos que um mundo tem

  4. Sonya Says:

    só mesmo este post para me fazer comentar neste blog…
    Aradhana, o sl é uma plataforma de comunicação idêntica a tantas outras. Vê-lo como um jogo é, para além de um erro (na minha modesta opinião), uma forma de o minimizar. Provavelmente, em nenhum outro sitio conseguirias conhecer tão bem essas três mulheres que tanto admiras.
    Tudo tem os seus defeitos e as suas virtudes. Tanto os dois mundos como as pessoas que se cruzam nos nossos caminhos.O segredo talvez seja relevar o mau e exacerbar o bom, nunca nos esquecendo que o que é bom hoje amanha pode ser péssimo…

  5. Ofland Says:

    Aradhana = Bem

    É o que transmites, mesmo aos que não te conhecem.
    🙂

  6. ElectroescadaS Says:

    Imso & Sonya, as regras existem e devem ser cumpridas, sejam elas num jogo ou num mundo virtual como o caso do Second Life. Há quem veja este “brave new World” como um jogo, há quem o veja como uma própria extensão da sua vida, há quem o tolere e dê a volta por cima e há quem o utilize para se evidenciar/vitimizar.

    Se as pessoas não têm a capacidade para povoar o Second Life, então deveriam “perder” tempo noutros mundos, noutros jogos. Ninguém diz o contrário quando à utilidade do Second Life. Fazem-se coisas lindas, fazem-se coisas más mas acima de tudo as relações e laços de amizade que se criam entre as pessoas é o que faz essas mesmas pessoas continuarem. Tudo o que se cria também se desfaz…

    Talvez para vocês os dois que não conhecem o porquê desta história, o defendam (e fazem muito bem, note-se) mas não se apercebem da mensagem que se pretende que chegue às pessoas.

    Para tudo na vida existem regras independentemente da plataforma a ser utilizada – é esta a mensagem que se pretende chegar às pessoas…

    Um abraço

  7. Sonya Says:

    Oh Electro, se kiseres eu tambem te posso dizer que o Sl pode ser utilizado para encantar as pessoas, faze-las sonhar e utliza-las enquanto elas acreditarem nesses sonhos e andarem com a cabeça nas nuvens. Mas nao foi isso que eu disse, pois nao? E secalhar o teu problema é esse mesmo. Só perceberes aquilo que queres perceber. Se a Aradhana andasse por outros lados, por outras ilhas e convivesse com mais gente percebia que há muitas mulheres portuguesas que merecem esta “homenagem”, por vários motivos. Basta olhar em volta e nao fazer daquele mundo o nosso único mundo!😉

  8. ElectroescadaS Says:

    Queres ser a pessoa que me vai ajudar a “perceber” o resto? Sabes onde me encontrar…😉

  9. Imso Says:

    Olá Electro…Eu não sei qual é a história por trás, e sinceramente não é nada comigo, apenas estava a comentar que o Second Life na minha opinião não é um jogo, é uma plataforma de comunicação, uma existência alternativa (ou não), e como tal tem todas as coisas (virtudes e defeitos) que qualquer vida tem. Tirando isso não defendo nem deixo de defender nada. O meu comentário é simples e ver nele sentidos que não tem, parece-me rebuscado. Foi um simples comentário de alguém que cá anda há uns anitos (moi même), para alguém que por cá anda há menos tempo (aradhana), sobre o eventualmente ela ter que deixar de ver isto como um jogo apenas e tentar ver de outras perspectivas. Não lhe vejam sentidos que não tem.

  10. ElectroescadaS Says:

    Deixa a Aradhana “viver” nesta forma de comunicação (como erradamente lhe chamas) e deixa-a descobrir as potencialidades que o SL oferece.😛

    Da minha parte e dentro dos meus limitados conhecimentos terá todo o apoio necessário para a poder ajudar. Ela conta com um rol de amizades reais/virtuais necessárias à sua expansão neste “brave new world”.:mrgreen:

  11. Marina Xi Says:

    Obrigada Aradhana. O SL é feito pelos utilizadores e acho que não deve ser limitado a plataforma de comunicação ou jogo ou o que quer que seja, é diferente para cada pessoa. Os utilizadores podem ser novos no second life mas não substimem a experiência de vida de cada um e mais que tudo não limitem a forma como cada um quer ver o SL. A Aradhana é um personagem que vive todos os dias a história que vai tomando forma em palavras, a sua visão do SL é das que mais me surpreendeu entre as pessoas com quem me tenho cruzado. Desejo-lhe apenas muitas aventuras para que a a sua vida 3D dê frutos nas páginas que poderão um dia fazer-me companhia na cabeceira. Bjs e boa sorte.

  12. TP Says:

    O Second Life é o que cada um quer que seja, para mim é uma plataforma tridimensional de comunicação onde trabalho mas é também o local onde todos os dias tenho o prazer de comunicar com pessoas fantásticas.
    Ninguém tem o direito de impor a quem quer que seja formas de estar no Second Life ou de fazer o seu precurso exploratório dentro do metaverso, ele é natural e acontece de formas muito diferentes dependendo das situações e das pessoas que vão conhecendo.
    Ninguém sequer tem o direito de julgar personagens, e quem não conhece os factos tem sempre a possibilidade de não se armar em Dr da Mula Russa.
    Mas enfim.

  13. Sonya Says:

    Ora muito bem, sr TP. É muita giro dizer isso tudo e fazer completamente o oposto. Mas lá está. Ninguém tem o direito de impor seja o que for!😉 Adoro o politcamente correcto, mas prefiro o politicamente incorrecto…dá mais graça à vida.

  14. Aradhana Says:

    Grata a todos que comentaram este post, que saiu originalmente num blogue que considero como que um diário de bordo, enquanto personagem de um mundo para lá do real, onde saliento de uma forma geral os acontecimentos mais marcantes enquanto vivente do Second Life, nestes primeiros cinco meses (a completarem-se dia 29) da personagem Aradhana.

    Os motivos que originaram a escrita do presente texto não são relevantes e, muito menos, induzir alguém em formas de comportamentos porquanto, ele surge numa revelação espontânea, que muitos entenderão conforme os seus critérios de vivência.

    Nestes quase cinco meses de “vida” tive a oportunidade de lidar com avatares, tanto pela positiva, como pela negativa.

    São essas as impressões, num exercício de escrita, como muito bem diz a Marina Xi, que aliando a percepção do meu dia a dia no decorrer deste tempo e o comportamento pessoal que cada um incute na sua forma de estar, partilho aqui.

    Provavelmente, muitos outros irão figurar num futuro próximo, mediante a performance de cada um…

    Se, este é um espaço público (referindo-me ao SL), com a fantasia de dar uma segunda vida aos seus personagens que se interligam em muitas sociedades, de entretenimentos, culturais, comerciais, lúdicas, religiosas, etc., a plataforma que me relaciona a todos contém a velha máxima, que aprendi na minha infância: “A liberdade de uns termina onde começa a dos outros” e é nessa base que o comportamento da Aradhana se tem pautado no decorrer deste tempo.

    Mais uma vez grata a TODOS pelas opiniões e no caso disso, pelo apoio manifestado.

    Um abraço

  15. ElectroescadaS Says:

    No que eu puder ajudar Aradhana é só pedir…:mrgreen:

  16. Aradhana Says:

    E eu agradeço a disponibilidade Electro…😉


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