Cartas de Amor VI

[Entremos pois na brincadeira dos ‘poetas’]

Que o corpo ou o dia (na tua ausência)


Sento-me próximo da manhã.

A chuva bate no vidro do meu rosto
à janela.
Lentas as cores barrentas da
rua.
Sob a luz a memória dorme.
Um gato mia.
Uma mosca atravessa o silêncio
da minha casa.

Grito.
Limite dos lábios enquanto o Outono
desce manso sobre a sombra rasa
do espelho.

3 Responses to “Cartas de Amor VI”

  1. mermaid Says:

    excelente, m2. muito muito bom.

  2. Blue(Angel) Says:

    M2, como dizer-te??? Espantástica, amigo!!! :-DDD

  3. Elora Says:

    Temos poeta!


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