Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Álvaro de Campos
Todas as Cartas de Amor são Ridículas


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Caríssimos, os mais atentos por certo já repararam que vamos a partir de sexta feira ter uma série de iniciativas que vão trazer a vida e obra do grande poeta que é Fernando Pessoa ao Second Life.

Dessa forma achei por bem lançar-vos na sequência deste poema o desafio de escreverem as vossas próprias cartas de amor, sempre gostava de ver a vossa inspiração.

Aqui fica a minha e no entanto são apenas palavras e só com palavras não existe amor semeado que de frutos.

SORRISO

Minha querida,

Só para ti vai este🙂

para juntar aos outros🙂🙂

porque nunca são demais os🙂🙂🙂

porque nunca são iguais os🙂🙂🙂

: e uma ) mas tem em dentro de si

muitos🙂🙂🙂🙂🙂

só nós sabemos o que dizem os nossos🙂🙂🙂

mas duram já a muitos meses

serão os🙂🙂 ridículos?

Talvez mas saberemos se são os🙂🙂 assim tão ridículos

se não🙂 um para o outro🙂

quando te encontrar, quero ver o teu🙂

para se juntar ao meu🙂

dois braços abertos e um beijo

juntos vamos fazer muitos e grandes😀😀😀😀😀 :D:D

até já e por favor🙂 muito

eu por cá tambem vou🙂

porque sei que me vais receber a🙂

😀😀😀😀😀😀😀😀

A internet traz novas formas de sentir,  da mesma forma um poema também pode evoluir. ( penso eu)

AZUL

11 Responses to “Todas as Cartas de Amor são Ridículas”

  1. Blue(Angel) Says:

    Eu sei que🙂 muito e que aqui está a palavra “azul”, mas garanto-vos a todos que as semelhanças são a mais pura das coincidências. Não respondo ao desafio, porque as minhas cartas de amor dizem respeito a mim e a quem de direito.😉 HÁ concerteza quem vá aceitar o repto.

  2. Aradhana Says:

    Parabéns pela iniciativa e muito EXITO para ela!

    Uma excelente música dos Gift que me fez chorar… porque… porque… bem, não interessa.

    Afinal eu sou uma romântica incorrigível e…😉

    Bj e grata pela partilha😉

  3. Portugal Decosta Says:

    TP:
    “que é Fernando Pessoa”

    Que é Fernando Pessoa?!

    Mas ele ainda é vivo?!

    As coisas que um tipo aprende no ciberespaço!
    😛

  4. Winter Says:

    É vivo pois Portugal. Ainda este fim de semana bebi café com ele no Chiado. Estava lá sentadinho na esplanada e como não havia lugares, perguntei se me podia sentar ali. Ele não respondeu, mas quem cala consente, não é?😉

    Quanto às cartas de amor… a ver vamos se serão ridículas😛

  5. TP Says:

    Lindo Winter Maria fartei de🙂 com a tua resposta.

    ps: E com isto tudo já vamos com 50 sorrisos🙂 51.

  6. Sonya Says:

    Sabes Portugal, é a diferença entre saber escrever e não saber… Mas Fernando Pessoa está sempre vivo!

  7. Inspector Gadget Says:

    O Fernando Pessoa está vivo?
    Tenho de investigar isso!
    Pode ser que ainda lhe peça um autografo, embora se ele tiver vivo está com perto de 121 anos, não sei se ele terá força de pegar na caneta!

    Até breve

    (O Carismático) Inspector Gadget

  8. TP Says:

    Pois mas aceitar o desafio é que não, tou a ver tou🙂

  9. Lu Says:

    Maninho as cartas de amor podem ser lindas, podem ser românticas, podem ser ridículas, podem ser o que lhes quiseres chamar, mas só fazem sentido quando dirigidas a alguém muito particular, a alguém muito especial e que apenas a essa pessoa dizem respeito (como a tia bluezinha diz ;-)).
    Mas não quero deixar de contribuir para o nº de😀😀😀😀😀

  10. Saga Says:

    Não gosto de cartas de amor!
    Não gosto de e-mails de amor!
    Não gosto de sms de amor!

    Ou talvez não goste mesmo do amor! Mas admiro quem as conseguem escrever.

    E citando Bernardo Soares: “O poeta é um fingidor…”

  11. Aradhana Luminos Says:

    OH TP!!! Não seja por isso!!!! Eu deixo aqui uma carta de amor… não foi escrita agora, porque estou com pressa de entrar no SL… (não te vou dizer porquê, não é?)😉 mas é muito recente mesmo… eheheh aqui vai…

    Hoje acordei com vontade de dizer que tenho saudades do teu abraço, dos teus lábios macios, tocando levemente os meus, das tuas mãos acariciando a minha nuca, deslizando suavemente pelo decote do meu seio.

    Ah… o sonho… a facilidade de tornarmos tão real pensamentos íntimos que nem a nós próprios queremos, por vezes, confessar.

    Gosto de imaginar a tocares-me e, tímida, afasto-te, mas ao mesmo tempo, o fogo do teu corpo encostado ao meu, abre em mim desejos que não quero olvidar.

    Recordo os teus olhos, malandros, plenos de vida e carícias; deixo-me afundar, em sonhos, neles…

    “Existe vida para lá dos muros de silêncio em que te encerras”, digo a mim própria, em determinadas alturas, quando me sinto sufocar nas quatro paredes da gaiola de ouro onde me confino diariamente.

    Olho o meu corpo, carregado de desejos e ternuras; sinto-me em metempsicose, como que, numa outra vida, a viver aquilo que me está vedado…

    O meu pensamento vagueia no infinito: pode uma mulher anular dentro de si o apelo da natureza ou deixa que a explosão dos seus sentidos possa quebrar e banir padrões tradicionalmente impostos?

    Valerá a pena o sacrifico de deixar morrer o seu corpo, carente de afectos e desejos, incapaz de conseguir quebrar esses mesmos padrões que lhe impuseram?

    Dentro da minha alma o sonho permanece … fogo, suor, caminhos por desvendar.

    Nas tuas mãos me entrego. Juntos encetamos a viagem a todo o universo, meu coração e corpo conjugam o verbo amar, em todos os tempos…

    Dizer da palavra amar,
    falar dos sentidos da alma,
    dos desejos avassaladores,
    das noites mal dormidas,
    acalentando sonhos por realizar.

    Dizer da palavra tempo
    que não existe
    na nossa memória,
    oscilando, suavemente,
    à brisa do entardecer,
    por entre almíscares
    que se colam na nossa pele.

    Dentro de mim
    há um espaço para voar,
    que emerge do oceano
    dos sentidos e flutua,
    na consistência do ser.

    Porque o sonho dura
    apenas um instante…


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