Episódio 7 – Contra-ataque

 Pedro e Mary aproximaram-se da carrinha que Lourenço tinha enviado para os levar.

Os ocupantes da carrinha vendo-os chegar abriram as portas para sair e receberem os futuros reclusos, mas nem tiveram tempo de o fazer.

Pedro e Mary, vendo que as portas se estavam a abrir, aceleraram o passo, e num movimento rápido escancararam as portas do carro e apontaram as armas à cabeça dos dois ocupantes.

Surpreendidos pela rapidez da acção nem tiveram tempo de reagir, levantando as mãos em sinal de submissão aos seus interceptores.

Pedro puxa um dos ocupantes para fora da carrinha com uma mão, mantendo a arma firme e apontada à cabeça na outra mão.

“Olha, olha… Quem temos nós aqui? Então, além de servires no Caneco também fazes biscates como raptora para o Lourenço?”

“Mary, nem fazes ideia de quem tenho entre mãos?”

“Então… Não me digas que já a conhecias?”

“Uiiii, esta flausina anda disfarçada de empregada de mesa e estava precisamente no pub  onde eu e o Othelo estávamos aquando do desaparecimento dele. Chama-se Winter e tinha uma mana que se chamava Summer, até fiz uma piada com o nome delas na altura. Grandessíssimas …. Ora tira lá esse dai… Ás tantas é ela, a Summer.”

Mary puxou o outro ocupante para fora do carro atirando-o com violência contra a porta traseira.

“Eh pá, Pedro, é uma gaja, deve ser ela, anda cá ver.”

Pedro agarrou em Winter e com brusquidão arrastou-a em torno do carro até poder ver a outra ocupante que Mary tinha sob custódia.

“É ela é. Que iam fazer connosco? Vá, respondam.”

“Não te digo nada, porco” Disse Winter tentando cuspir em Pedro.

“Uiii, calminha aí, minha linda. Afinal quem é o porco? Querias cuspir em mim?”

Mary fez sinal à carrinha onde estavam os outros dois operacionais para que se aproximasse. O veículo fez um arranque brusco e rapidamente colocou-se junto ao local onde eles estavam.

“Vamos levar estas duas flausinas para a sede. Lá vocês vão cantar que nem rouxinóis.” Disse Pedro enquanto pegava em Winter torcendo o braço com força.

A porta lateral da carrinha abriu-se e ambas foram atiradas para dentro. Fecharam a porta e a viatura arrancou a alta velocidade em direcção à Avenida da Boavista.

“Pedro…” Chamou Mary de dentro da carrinha das manas.

“Anda aqui, acho que encontrei alguma coisa que nos pode ajudar a descobrir o paradeiro do Othelo.”

Pedro aproximou-se e reparou que Mary segurava um mapa da área metropolitana do Porto na mão. Nesse mapa encontravam-se assinalados diversos locais a vermelho. Um desses locais era um armazém na zona da docapesca em Leixões. Seria esse, com toda a certeza o local onde estava o Othelo.

De repente ouvem um telemóvel a tocar. Pedro abre o porta-luvas do carro e lá estava o telemóvel a tocar. Era uma chamada de alguém a quem as manas tinham dado o nome de “Don Juan”. Seria Lourenço, pensou Pedro. Queria certificar-se que Pedro e Mary estavam sob a alçada delas conforme planeado.

Pedro atendeu o telefone.

“Aposto que não estavas à espera de me ouvir, palhaço?”

Lourenço ficou uns instantes sem falar, surpreendido em ouvir Pedro. Era sinal que as coisas não lhe estavam a correr conforme planeado. Recompôs-se, com a sua pose altiva e a voz colocada, para não revelar ao seu interlocutor a mínima impressão de desorientação.

“Pedro, Pedro… Afinal és mais burro do que eu pensava. Essa tua acção não vai ficar sem a devida reacção. Sabes… Podes não acreditar, mas… Sou um homem de palavra. Vou cumprir com o que te prometi. Podes dizer adeus à tua mulherzita.”

Lourenço desligou o telefone. Estava possesso. Apertou com tamanha força o telemóvel na mão que o acabou por partir. Tinha perdido a jogada, mas acreditava que ainda não havia perdido o jogo. Afinal ainda tinha Othelo.

“Metam-na no carro com descrição. Não quero despertar a atenção da vizinhança.”

Entraram todos no carro e arrancaram a alta velocidade.

Pedro afastou-se por momentos de Mary. Encostou-se ao muro do cemitério e deixou-se escorregar até ficar acocorado. Chorava… Mary sentia-se impotente perante o sofrimento do seu companheiro. Faltavam-lhe as palavras. Baixou-se e abraçou-o, tentando consola-lo.

“Pedro, temos de continuar. Tens de ter força, o Othelo precisa de nós.” Murmurou Mary ao seu ouvido.

(continua)

Posted in SL. 20 Comments »

20 Responses to “Episódio 7 – Contra-ataque”

  1. playingmargarita Says:

    Eh lá!!! Será que a Summer se baldou ao trabalho no hotel e não está lá para recuperar a boquilha?

  2. Elora Says:

    Elas não são gémeas? Na volta é a Summer que eles têm e não a Winter.

  3. Afro Says:

    Parece que têm as duas… a Winter e a Summer. Ainda por cima a boquilha foi “capturada”. E o microfilme também foi descoberto… mas depois foi resgatado. Pensei que tivesse sido pela Summer. Mas pelos vistos não. Quem terá sido (até tenho medo de perguntar…) A Blue? Ou alguém das máfias de leste???

  4. ElectroescadaS Says:

    Não seria melhor pensarem num tópico só com os textos todos seguidinhos? É que tive o azar de não ler do inicio e já me sinto “lost” como aqueles daquela série esquisita… :S

  5. Elora Says:

    Pois, deviamos se calhar repensar a estrutura deste blog, não, Deusa? Tá um espanto mas andamos a perder-nos um bocado.

  6. Afro Says:

    Bem… com este blog na verdade pouco ou mais se pode fazer. O que eu sugeria seria a criação dum outro onde, à semelhança do das Crónicas do Othelo, fossem autores todos aqueles que quiserem construir a história paralela. Assim seria mais fácil para todos seguirem o encadeamento, porque na realidade com tantos bons autores por aí, o que não falta é imaginação e material de escrita. Convidava para autores todos aqueles que quisessem participar com posts, para editor alguém que eventualmente estivesse disposto a coordenar as hostilidades… Assim separavámos parte das águas… para tentar não confundir (mais) os leitores. Que dizem?

  7. ElectroescadaS Says:

    Uma bela ideia já que o WordPress parece permitir várias páginas sobre o mesmo blog…

    Depois seria só o caso de vocês autores escreverem as vossas sub-histórias um de cada vez por forma a que a história funcione como uma só…

    É como nos fóruns onde a malta escreve uma frase de cada vez naqueles tópicos meios estranhos, aqui ao menos as vossas histórias têm algum nexo…

  8. portugaldecosta Says:

    Como perdido mor, concordo com ideia.
    Com esta montanha de escritos, nao sabia que o Tagus ia para obras e muito menos que o Othelo me tinha posto na historia!
    Ainda por cima interessado numa certa Mary – mas quem sera?
    Nao tivesse a Margarita, ontem, ter-me alertado para esses factos ainda estaria na ignorancia completa.

    Se o Othelo abri-se a Republica das Bananas aos demais, o problema da misturada ficaria resolvido.
    Mas, na minha opiniao, isso poderia ser injusto para ele – o rapaz tem direito a um blogue para por as historias dele.

    Eu ate gostava de ser o coordenador da historia, no entanto, nos ate temos o privilegio de ter uma coordenadora profissional a mao, que nem sequer tem blogue:
    a BLUE!
    Acho que deveriamos desafiar a nossa fantastica amiga a deixar as suas reservas quanto aos blogues, para ser responsavel por um.
    Talvez o facto de serem outros a fazer a maior parte da escrita a convenca – afinal ela nao tera assim tanto trabalho.

    Entretanto…
    La terei de por aqui o meu capitulo…

  9. Afro Says:

    Bem…até parece que estamos em sintonia.
    Acabei de criar um outro blog: http://taguscronicas.wordpress.com/ No seu primeiro post esclareci a “minha visão” da coisa. Que sim, passa pela necessidade imediata (pk eu não me ofereço) para coordenação. Por isso abro época de candidaturas a coordenadores ou nomeação directa da Blue ou Portugal (o que irá ocorrer se não existirem candidaturas :P).
    ahh… e nesse primeiro post está um ficheiro doc. “seguidinho” pr a malta perdida (ou pelo menos pr os posts que me pareceram pertencer à novela ;)…)

  10. portugaldecosta Says:

    Correccao.
    Eu escrevi:
    “Se o Othelo abri-se a Republica das Bananas”

    Obviamente que e:
    “Se o Othelo abrisse a Republica das Bananas”

    Os anos passados na Scotland Yard la me baralharam o portugues…
    Margarita, ve la se apareces para me corrigires…

  11. portugaldecosta Says:

    Cara Afro, eu e a Blue tomaremos conta da ocorrencia.
    So ha um piquerrucho qui pro quo…
    Esqueceste-te de nos dar autorizacao para escrevermos no TAGUSCRONICAS!

    OS TRABALHADORES PRECISAM DE CONDICOES PRA TRABALHAR!
    ASSIM NAO DA!
    ABAIXO A EXPLORACAO!
    A LUTA CONTINUA!
    GREVE JA!

  12. Blue(Angel) Says:

    Epá e eu quenem sabia deste convite. Sendo assim quando começo a trabalhar?🙂

  13. Afro Says:

    lol…ó estava mesmo à espera k alguem se decidisse…é pr já!!!
    voces ficam encarregues de fazer os convites ao respectivos autores, OK?

  14. Margarita Says:

    Bem… Eu tinha comentado, mas a minha net pregou-me uma partida e o dito comentário desapareceu. Mas não pensem que era para me candidatar, era apenas para concordar em absoluto com a nomeação da Blue e para oferecer os meus serviços para a revisão de textos a nível de português. Bom trabalho, Blue e Portugal.

  15. Elora Says:

    Eu tb concordo e digo desde já que me disponibilizo para alterar os meus textos como mandarem.

  16. portugaldecosta Says:

    Bem meninas…
    Eu e a Blue – ja vi que ela e a favorita, mas pronto, la tereis de me gramar – iremos por aqui algumas regras para as narrativas serem congruentes.
    Eu ja as tinha escrito mas como, infelizmente, o Othelo ja nao fara parte do grupo de escritores, nao as coloquei – estava a debate-las com a Blue quenaod ele pos o aviso! -, pois eram sobretudo para juntar o que ele escreveu ao que os demais rabiscaram.
    Para ja precisamos de saber quem quer juntar-se ao projecto.

    Quanto as narrativas, se as da Margarita e do Fokas estao congruentes, o problema sao as relativas a Elora.
    Mas eu ja tenho ideias para resolver as incongruencias.
    A Blue ja viu as propostas mas iremos debater o assunto outra vez.

    Em breve, hoje ou amanha, poremos um artigo com mais explicacoes, e por isso peco-vos que, ate la, nao ponhais mais narrativas!

    Uma nota pessoal:
    estou muito contente de estar envolvido neste projecto e de trabalhar com Blue e com a Margarita.
    Obrigado Blue por teres aceite o desafio!
    Quanto a colaboracao da Margarita, fico contente que ela tenha ido mais alem do que lhe tinha pedido.

  17. Afro Says:

    Olá,

    desejo a maior sorte aos editores, ajudantes, autores, (e já agora leitores) destas crónicas. Ainda bem que não foi preciso voluntários à força, acho que a equipa definida “dá conta do recado”😉.

    Uma das primeiras coisas que têm de fazer é fazer o “invite user” para todos aqueles que pretendem ser autores poderem publicar lá. Na verdade eu posso fornecer os mails de todos, mas como ainda não sei quem quer continuar a participar… aguardo indicações para ou dar os mails ou fazer os convites😉.

    Outra coisa diz respeito ao ficheiro com as histórias antigas. Apesar de ter colocado um word inicialmente, tal como M2 bem lembrou, era facilmente modificável, e assim substituí por um pdf com restrições. Sff. se tiverem difs em abrir, a pass é tagus. Aos editores, se não “sacaram” a versão .doc, pois que o digam porque sempre simplifica o trabalho ;)…e eu envio por mail😉.

  18. portugaldecosta Says:

    Ola Afro.
    Ha alguma maneira de um autor dum comentario puder altera-lo?
    Acho essa limitacao muito chata.
    Pus o comentario anterior antes de tempo…😦

    Quanto ao que o M2 disse, eu discordo.
    Afinal se uma pessoa tiver o Adobe completo tambem pode alterar.
    Quem nao tem – e eu nao tenho, logo nunca poderei criar um pdf com as historias – podera copiar para o Word e altera-lo.
    Eu teria de o fazer caso ja nao tivesse gravado.

    De qualquer maneira, se alguem alterar o documento em casa em que e que isso altera a narrativa?
    Afinal, nao estamos ca nos – eu e a Blue – para sermos os guardiaes da mesma?
    Sinceramente, o unico problema que vejo, e se o documento vier numa forma que nos revisores nao possamos alterar.
    Para alem disso nao estou a ver qualquer problema…

    Por outro lado, tambem se pode por palavra passe para o Word ou faze-lo so de leitura.

    Quanto a esse “invite user” isso e o que?!
    E o “invite friends”?
    Mas Afro isso exige o email!

    Eu e a Blue poremos um artigo no blogue a convocar o pessoal e a clarificar as regras.

    Se pudesses fazer um convite ao pessoal na SL se calhar tambem era boa ideia.
    Talvez nao para toda a gente do TAGUS, CANECO, ou PORTUGALIS mas dirigindo-te directamente aos amigos mais proximos.

    Bjs.

  19. Fokas Says:

    Concordo com a nomeação imediata do Portugal e da Blue para moderadores,de outro e qualquer blog amigo ou inimigo que possa surgir!


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