Flor da Rosa

Foi logo a seguir à Vasco da Gama, quando resolvi acender o primeiro cigarro da viagem, que me apercebi que, com as pressas, tinha deixado a boquilha em cima da mesa. Como uma das minhas imagens de marca, facilmente comprovaria a minha presença no Hôtel de Paris na noite de réveillon. Nem eram precisos testes de ADN, aquela boquilha de madrepérola e prata era, sem dúvida alguma, da Philbin.
— Fokas, disse-lhe eu, liga imediatamente para o Hôtel e pede para falar com a Summer.
— Summer? Quem é essa?
— Não te preocupes, é de confiança. Andou no colégio comigo e com a Tokyoska, e trabalha para nós. O Hôtel é para disfarçar. Pede-lhe para recuperar a boquilha, sem falta. Diz que falas da minha parte.
— Mas que raio tem essa boquilha? É valiosa? Eu dou-te uma, quando chegarmos a Lisboa.
— É valiosíssima, Fokas, e insubstituível. Puramente insubstituível.
— Cheira-me a esturro. Aliás, a homem. Confessa lá, ó Margarita.
— Não me apetece falar disso, Fokas. Há coisas mais importantes agora. Tais como encontrar a Teresa e o Lourenço.
— Sim, mas daqui até lá, ainda vão umas horinhas. Conta lá a história da boquilha.
— Não Fokas, tudo menos isso. Conta-me tu tudo o que sabes sobre a Elora.
(continua)

Posted in SL. 1 Comment »

One Response to “Flor da Rosa”

  1. Othelo Ayres Says:

    Eu juro que já tinha escrito o próximo capitulo antes de ler isto…


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