Uma viagem com o “Peixe pro gato” é sempre uma aventura! Recordámos o madeiro de Natal, que durante dois ou três dias na praça, frente à igreja era local de convívio de todos os Barranquenhos… que entram e saiem das duas “Sociedades” com as gargantas já bem saciadas. Mas ainda com muito espaço, para os prazeres da ceia que habitualmente se segue à missa do galo. Falámos de quase tudo o que tinha ficado para trás…. Mas eu não conseguia deixar de pensar nas pernas da Philbin…
- Fokas…na tua idade devias fazer como eu…uma professora, pá…uma tipa estabelecida!
- Tó… vai-te catar (O “Peixe pró gato” estava gordo e grisalho e parecia um atum). Tiveste sorte pá!…eu não tenho!
Não via o gajo desde que tinha aparecido na televisão a levar uma cornada do toirû, fugindo para baixo do tabuadû… o que lhe salvou as partes mais delicadas, mas não das muletas durante uns meses! Estava na boa….claro… voltar a Barrancos pelo Ano Novo é sempre uma experiência a não perder! Terra de encontros que moldam este pobû, cioso da sua terra e das suas tradições. Depois seguem-se as horas que passadas na palheta em frente de um xiringuito, um caldilho para acamar e um catalanito fresco assado nas brasas que transformam qualquer mulher numa sevilhana e qualquer homem num princípe arábe… Não há local mais maravilhoso para um retiro…para meditar sobre as origens da vida e os mistérios do universo…do que um fim de semana em Barrancos! O M2 que confirme aquilo que estou a dizer…
Mas agora tinha que ir ver os velhotes.
-Almoças comigo e depois falamos à Mermaid. Esta noite quero ir curtir para a Nazaré!
- Por mim tudo bem…sabes que até curto os teus velhos. E essa tua amiga do SL…. que os putos do Politécnico não largam…também gostava de lhe pôr a mira em cima. Combinado!- respondeo o “Peixe pro gato”.
A conversa ao almoço foi delirante… Os velhotes receberam-nos com os braços abertos. O “Peixe pro gato” também estava inspirado… Falou sobre a “Verde Eufémia” escandalizado, por terem queimado uma produção de milho “estrogénico” que um Sr. Ibra de Silves tinha plantado para fazer pipocas para as netas e para vender na SL. Segundo ele, era tudo uma provocação das multinacionais e o meu pai preocupado com o vinho marado que produzia…só podia concordar. A minha mãe, alheia à discussão, mas mais atenta à realidade…sussurrava como se a rezar - Filho…estás com tão mau aspecto… Desde que a Teresa te deixou…nunca mais foste o que eras. Eras tão bonito e tão gordinho!
- Mãe…como umas pizzas…almoço na BN e vou jantar de vez em quando a casa de umas amigas!
- Dessa Tokyoska e de outras do género…és um tonto meu filho! ( e eu a pensar nas pernas da Philbin…)
- Mãe…elas cozinham bem! (O que andará ela a fazer a estas horas?)
- A Teresa é que sabia tomar conta de ti. Enfim meu filho…tenho tanta pena… (Não havia mais nada a dizer. A velha não entendia nada. O meu pai já estava com o nariz avermelhado maior do que o do “Peixe pró gato” ).
- Gostei imenso de vos ver, pais…estão óptimos e com boa cara ! Lindamente um pro outro! Digam às manas que lhes mando beijinhos!
- Tó!!!…vamos embora…leva a garrafa se não consegues parar! Disse à Mermaid que a ia buscar a casa para jantar!
Tudo aquilo que aqui se passou é verdade! Só os poetas são uns mentirosos.
A noite na Nazaré foi o máximo… A Mermaid dominava a zona e acabámos não sei aonde.. Acordámos na praia a ver o dia nascer… e eu a pensar outra vez nas pernas da Maggie… (To be followed).


January 14, 2008 at 10:12 pm
Adoro barrancos! Adoro o Alentejo! Adoro! Adoro! Adoro!
Adoro a comidinha alentejana, adoro as tardes mornas, adoro as conversas noite dentro.
Adoro! Adoro! Adoro!
January 15, 2008 at 9:08 am
Quandu abalí de Barrâncu,
Olhí para trá, xurandu:
Adeu amô de minh’alma,
Que longe me bái ficandu!
January 15, 2008 at 12:21 pm
Fokas, em vez de andares para aí a passear o “Peixe pro gato” devias era convidar-me para ir a Barrancos também. Mas os teus pais que não se ponham com ideias. Ah, e levo calças. Largas.
January 15, 2008 at 9:08 pm
Despacha-te e vem ter comigo a Leiria. Seis em ponto. E traz o caderninho.
January 16, 2008 at 5:39 pm
Bem, eu confesso que já me perdi. Com histórias aqui e no outro blog, já não sei qual o encadeamento das histórias e desisti… vou mesmo ter de esperar que alguém as compile todas por ordem… E sempre tenho a historia do artistinha para me entretendo os curtos cafezinhos…
January 21, 2008 at 7:55 pm
[...] Continua, por Fokas, em Noche Buena. [...]